Category Archives: Pensamentos

“Chocante!”

Existe uma cultura na internet de querer aparecer por ter feito o comentário mais merdão, mais chocante, mais inapropriado.
Isto é amplificado pelo anonimado que as pessoas acham que tem. Não tenha dúvida, se você é que nem 99,9% das pessoas, que não usam VPN, não usam Tor, você não está anônimo atrás do seu pseudônimo.
A opinião mais chocante, que vai dar mais ibope porque um monte de gente vai compartilhar pra mostrar aos amiguinhos como tem gente extrema, não necessariamente é a certa.
Não, não tenha medo de usar da liberdade de expressão! Mas vamos combinar… falar merda pra ganhar uma quantidade ínfima de Likes?! Humnnmn…

O bode na sala

Uma família, que vivia em um apartamento bem pequena, em um cidade pequena, vivia brigando. E o motivo da brigas era que o apartamento era pequeno demais. A filha reclamada do tamanho do seu quarto, a mulher reclamava do tamanho da cozinha, a sogra (que vivia com eles) reclamava que seu canto onde ficava tricotando era muito perto da sala e da cozinha e, apesar de gostar de ouvir conversa dos outros, o barulho da Tv e do rádio incomodava…

Enfim, todos reclamavam que a casa era muito pequena. O pai da família, que era o provedor, apesar de nunca ter deixado faltar comida na mesa, não tinha dinheiro para que a família se mudasse para um lugar maior.

A cidade era pequena, e quem resolvia pequenos conflitos etc. era um padre local.
O pobre homem, atormentado pelos seus parentes foi procurar conselho do ancião.
Disse que já estava em seu limite, não aguentava mais ser cobrado e atormentado. Amava sua família, mas chegou até em pensar no divórcio. A situação estava crítica.
Depois de pensar um pouco. O velho padre deu seu veredito: compre um bode e coloque-o na sala.

O homem saiu de lá enfezado. Que espécie de conselho estapafúrdio era aquele?! Como um bode na sala poderia ajudar?
Mas, ao chegar em casa, as primeiras reclamações lhe fizeram mudar de ideia.
Saiu e comprou um bode.

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[In]formação vs. formação

Não adianta ficar por dentro de todos os acontecimentos, se não tiver formação.

Quando você vê o jornal, ou lê uma notícia, está adquirindo informação.
Quando lê um livro, ou aprende alguma coisa, já é formação.

Claro, precisamos das informaçãos, mas o que engrandece as pessoas é formação.
É preciso lembrar disso, para ampliar o intelecto e não apenas se tornar um depósito de dados.

“Testamento”

Antes de ser operado, me preocupei que, com minha eventural morte, não houvesse nenhuma indicação do que fazer com meus bens. Por isto escrevi algumas orientações. Felizmente, não foram necessárias. Aqui estão elas:


Eu sei que este não terá valor legal, mas gostaria que as disposições aqui registradas fossem honradas. Já que não tenho um testamento registrado, esta será a única indicação do que ser feito com meus bens materiais, no caso de uma fatalidade.

Primeiramente, dos meus restos mortais, gostaria que fosse feito o melhor aproveitamento possível. Órgãos doados à quem estiver precisando, para alguma instituição de ensino, etc. O que sobrar, fica à cargo da minha família, mas de preferência que se gaste o mínimo possível para se dar destino. Não havendo problema algum em ser sepultado em vala comum, ou aquelas gavetas mortuárias. Bem, a palavra final fica com minha família, o que for melhor para confortá-los.

Todos os meus eletrônicos, incluindo meu MacBook Pro, iPad, Nintendo Switch, jogos, câmeras fotográficas, Kindle, etc., ficam para meu irmão, Guilherme. As senhas do meu computador etc. estão dentro do primeiro volume de Guerra e Paz, na minha estante.

Estou com o jogo Super Mario Odyssey (de Switch) emprestado de Otavio, que precisa ser devolvido. Ele se encontra dentro do console, e a capa está na minha estante.

Para minha namorada, Sthefanie, deixo a coleção do mangá Death Note, o Kindle que encomendei e está para chegar com pelo correio (comprei com meu dinheiro!), e os livros que tenho de Game of Thrones.

Ao meu primo/irmão, Enzo Eleutério, deixo a coleção dos livros de Harry Potter, e todos os meus mangás, com a excessão dos de Death Note (que, como disse, ficarão com a Sthefanie).

Aos meus pais, deixo o meu muito obrigado, pela vida mais confortável que puderam me proporcionar.

03 de Dezembro de 2019

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Gabriel Sardinha

Winds of change

Como alguns já sabem…

Estou com um tumor, na base da coluna.

Minha vida está de ponta cabeça.
Voltei de São Paulo para Niterói, terminei com minha ex-namorada, e senti mais dores do que acreditava ser humanamente possível se sentir.
Numa escala de 0 à 10, onde zero é dor nenhuma e dez é significa desistir de viver, cheguei à 9. E permaneci em 9 por mais tempo que gostaria de lembrar.
Muitas pessoas temem a morte. Isto porque não sabem o que é dor de verdade. A morte é um consolo.
Sabe aquela dor de dar uma puta topada com o dedinho na quina do móvel? Pois é, eu gosto deste tipo de dor. Porque é o tipo de dor que dói para caramba, mas você sabe que aguentando ela vai passar.
A dor que senti, vem forte, e permanece forte. A noite inteira. E o dia seguinte também.

O tumor é benígno, e operável. Mas tem seu lado malígno, que é comprimir os nervos.

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Ep.1 – Sou ateu, e a ATEA não me representa

P.S.: deixei de ser ateu. Vídeo no YouTube.
Este episódio de podcast ficará aqui para fins históricos.

 

Bem vindos ao primeiro episódio do podcast do meu blog!

A música da abertura é de autoria do Djjaner, publicada no Newgrounds. Pode ser encontrada na íntegra aqui.

http://gsardinha.net/blog/category/podcast/