“Chocante!”

Existe uma cultura na internet de querer aparecer por ter feito o comentário mais merdão, mais chocante, mais inapropriado.
Isto é amplificado pelo anonimado que as pessoas acham que tem. Não tenha dúvida, se você é que nem 99,9% das pessoas, que não usam VPN, não usam Tor, você não está anônimo atrás do seu pseudônimo.
A opinião mais chocante, que vai dar mais ibope porque um monte de gente vai compartilhar pra mostrar aos amiguinhos como tem gente extrema, não necessariamente é a certa.
Não, não tenha medo de usar da liberdade de expressão! Mas vamos combinar… falar merda pra ganhar uma quantidade ínfima de Likes?! Humnnmn…

“Cancelamento”

Mais uma dor de cabeça gerada pela esquerda, pensa o desavisado civil.
Calma, não vai ser por muito tempo.

Quando falavam “facista! golpista! Gopy, GOPY!”, eu já imaginava pessoas de uniforme marchando, tanques nas ruas, e o escambau à quatro.
Hoje, eu e todo o resto das pessoas normais, pensamos “ah, ok…”

A mesma coisa vai acontecer com esta modinha de cancelamento.
Muito em breve, isto só vai ser efetivo dentro da bolha deles. E só quem vai se preocupar em ser cancelado serão os próprios, por eles mesmos.
Acharem que o resto das pessoas vai se preocupar com isto, será como achar que ateus estão preocupados em cometer pecados.

Só vai ser relevante enquanto você se preocupar.
Então, deixe-os morrer de raiva sozinhos.

Libertário, pero no mucho?

Não sou (ainda) um grande estudioso do libertarianismo. Leio o que posso, gosto e estou sempre discutindo as ideias, assisto vídeos todo dia sobre o debate. Mas meu objetivo não é ser reconhecido como libertário. Não vou achar que venci na vida quando me olharem a falarem “ah, aí está um libertário de verdade“. Se algum dia me der um estalo e eu pensar “putz, os esquerdosos tem razão”, mudaria de lado sem pudor. Claro, pelo andar da carruagem isto não vai acontecer.

Por isto, não estou nem daí se alguém vier me perguntar “e você se considera libertário?”
Não quero me provar libertário. Não é uma meta, é apenas como eu me classifico.

Dito isto, gostaria de deixar registrada minha opinião contrária à maioria dos libertários, inclusive daqueles que mais admiro…

O ancapistão não precisa vir unicamente pela via da podridão do sistema atual. Ele pode vir pela limitação que este tem de melhorar. Eu acho um absurdo quando o Kogos diz que vota no pior candidado, esperando que isto acelere a ruína do Estado e, consequentemente, a substituição pela sociedade de leis privadas. É um pensamento com seu pé no comunismo. Eles é que querem levar a sociedade ao extremo para que haja uma revolução e as mudanças sejam feitas.

Não estou falando em trabalhar para o sistema. Cara, vota no menos pior, faz a sua parte, vai fazer uma diferença sim. Não muita, mas vai.

Eu acredito que dá para melhorar fazendo pelo bem. Vai chegar em um ponto que, dentro do Estado, não daria para ficar melhor. Então vai vir a mudança.

Porque é assim que está vindo o ancapistão. Eu, como a maioria, quando conheci o anarcocapitalismo pensei “muito legal, mas nunca vai ter força para derrubar o Estado”. Como todo noob, não percebi de primeira que a queda de braço disputada não é a de poderio militar. O Estado vai ruir por dentro, pela informação descentralizada e pela economia.

Não acho lógico destruir a infraestrutura. Só o que se precisa mudar é o sistema.
John Galt, para um herói, não pareceu levar em conta o sofrimento das pessoas.
Não que tivesse sido culpa dele, mas os que estavam naquele trem, mesmo sendo bovinos gadosos, mereciam morrer?

Diferente do socialismo, que precisa converter as pessoas (tarefa não muito trabalhosa, pois em 5 minutos se explica mais valia e luta de classes), as pessoas não precisam ser convencidas para que o ancapistão venha aí. É inevitável. Só o que muda é que quem tiver um pensamento libertário vai se dar melhor neste novo (e antigo também!) mundo.

Cabeças não precisam rolar para que haja a mudança.
O ancapistão vem aí de qualquer forma, não escolham o caminho mais doloroso.

“Seu facista”

Vou escrever isto aqui para não ter que gastar saliva explicando. Quem se interessar, leia.

Não é Ok você chamar os outros de facista.

Ah, mas você está revoltado, você é faxista mesmo!

Não. Vou explicar de forma que você possa compreender:

Eu e um amigo do peito meu estamos conversando. E eu falo para ele “ah, vai tomar no cu, seu viado!”. “AH, mas você está perpetuando o preconceito com seu discurso!” Foda-se sua política de mimimi. O amigo é meu, não tem mais ninguém perto, foda-se o jeito com que eu me expresso.
Completamente diferente se eu chegar para um homossexual e chamá-lo com o mesmo nome.

Então, coleguinha, se você e seus amigos esquedistas acham bonitinho usar uma palavra empoderada entre vocês, ótimo. Sem problemas. Mas saibam que não é Ok vocês usaram indiscriminadamente na população civil. Não importa se vocês acham que estão mandando bem, na verdade, não é. Vão estar passando vergonha sem saber, assim como quem chama qualquer um de viado está passando vergonha aos seus olhos.

Mas ninguém reclama, achei que estava tudo bem!

Ninguém reclama porque bater palma para maluco dançar não se justifica. Na grande maioria da vezes, quando se chama alguém de facista você está demonstrando imensa ignorância e desconhecimento de causa. O cara é libertário… putz, SEU FACISTA! Não vale o esforço rebater, entende?

Por isto, não, vou continuar não ficando bravo se me chamarem de facista.
Mas, vencendo todo o cansaço que isto me dá no coração, vou só deixar isto aqui: não é Ok.