“Testamento”

Antes de ser operado, me preocupei que, com minha eventural morte, não houvesse nenhuma indicação do que fazer com meus bens. Por isto escrevi algumas orientações. Felizmente, não foram necessárias. Aqui estão elas:


Eu sei que este não terá valor legal, mas gostaria que as disposições aqui registradas fossem honradas. Já que não tenho um testamento registrado, esta será a única indicação do que ser feito com meus bens materiais, no caso de uma fatalidade.

Primeiramente, dos meus restos mortais, gostaria que fosse feito o melhor aproveitamento possível. Órgãos doados à quem estiver precisando, para alguma instituição de ensino, etc. O que sobrar, fica à cargo da minha família, mas de preferência que se gaste o mínimo possível para se dar destino. Não havendo problema algum em ser sepultado em vala comum, ou aquelas gavetas mortuárias. Bem, a palavra final fica com minha família, o que for melhor para confortá-los.

Todos os meus eletrônicos, incluindo meu MacBook Pro, iPad, Nintendo Switch, jogos, câmeras fotográficas, Kindle, etc., ficam para meu irmão, Guilherme. As senhas do meu computador etc. estão dentro do primeiro volume de Guerra e Paz, na minha estante.

Estou com o jogo Super Mario Odyssey (de Switch) emprestado de Otavio, que precisa ser devolvido. Ele se encontra dentro do console, e a capa está na minha estante.

Para minha namorada, Sthefanie, deixo a coleção do mangá Death Note, o Kindle que encomendei e está para chegar com pelo correio (comprei com meu dinheiro!), e os livros que tenho de Game of Thrones.

Ao meu primo/irmão, Enzo Eleutério, deixo a coleção dos livros de Harry Potter, e todos os meus mangás, com a excessão dos de Death Note (que, como disse, ficarão com a Sthefanie).

Aos meus pais, deixo o meu muito obrigado, pela vida mais confortável que puderam me proporcionar.

03 de Dezembro de 2019

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Gabriel Eleutério Sardinha