Monthly Archives: February 2018

A superioridade da falta de argumentos

Acho lindo quando alguém, vendo-se encurralado pela falta de argumentos, fala cheio de superioridade “é, você está certo”. Como em “estou cansado deste reles argumento, sobre o qual os meus são tão superiores que não vou gastar minha saliva debatendo”.

Bom também é o “vai ler”. Sim, ele quer que você leia toda a teoria que o tornou tão arrogante e no final, esperançosamente, esteja tão bitolado quanto ele que nem precise mais debater.

Demais é quando ri. Ri de seus argumentos! Não os combate, mas acha-os engraçados por uma lógica interna, que também não se dá o trabalho de explanar.

São destes medíocres, no entanto, que se deve tomar cuidado. Pois em seus esforços por terem sua intelectualidade reconhecida, impressionam algumas pessoas. Não pelo seu conteúdo, mas por sua atuação condescendente.

Desenho animado é anime?

Tudo começou com o lançamento de Avatar (The Last Airbender). Todos o chamariam de desenho animado, pois vinha de onde muitos outros o precederam. Mas ele tinha características de anime.

Então, a namorada de um amigo meu, que é japonesa, veio ao Brasil e nos disse que lá (no Japão) eles chamavam tudo que era desenho animado de anime. Então <em>anime</em> seria apenas uma palavra japonesa para designar desenho animado.

Mas venho, por meio deste post, argumentar que para nós brasileiros dizer que um desenho é anime o coloca em uma categoria diferente dos desenhos ocidentais.

Vejam, os desenhos (animes) vindos do japão geralmente tem um traço característico. Olhos grandes para fazer transparecer a expressividade. São dublados em japonês, baseados em mangás. Passam valores orientais (um ponto que acho fantástico: educação moral).

De forma que quando se fala aqui “anime”, nosso pensamento se remete aos desenhos japoneses. Diferente dos que argumentam pela gramática, anime para o brasileiro são aqueles vindos do japão. Já desenho animado é mais geral, mas o que se pensa é no Cartoon Network, na Nick, etc.

TLT – Tatiana Feltrin

tatianagfeltrin; acho que o único canal, além do meu, que eu sei a URL de cabeça. E não é à toa. Um dos melhores O melhor canal literário em Português do YouTube. Ávida leitora, Tatiana esplalha através do sua página o seu entusiasmo pelos livros.

O nome do canal, TLT, é abreviatura de “tiny little things”. Só que muita gente não compreendia direito e acabava trocando as palavras (“tiny little lies” o.O ?), e ela acaba usando só a sigla agora. No começo era para tratar também de filmes e outras coisas pequenas, mas o pessoal se interessou de tal forma pelos livros que o canal acabou enviesando para este lado.

Além da óbvia qualidade do conteúdo, algumas coisas que tornam o TLT interessante são suas propostas, como leituras conjuntasvocê escolhecaixa postal, etc.

Dá até vontade de ter um canal literário. Por quê? Pra começar, quem dá uma olhava em meia dúzia de vídeos da Tatiana, percebe que ela recebe muitos livros das parcerias e dos fãs. Ah, eu só me imagino recebendo um monte de livros pelo correio! Mas como não tenho talento, habilidade ou equipamento para gravar vídeos, escrevamos no blog.

Fica a dica para quem gosta de ler e quer encontrar referências. Ative o sininho, ela posta bastante vídeos, e vale à pena receber as atualizações.

Ter fé

Vou contar uma história.

Era uma vez um lugar não tão perto de uma metrópole. Onde o senso comum ainda era ditado por instituições antiquadras, e as pessoas ainda achavam que ajoelhar no milho te fazia uma pessoa melhor.

Uma família tinha um filho com necessidades especiais. Ele não sobreviveria sem os remédios, que o estado pagava para que tivesse.

Eis que um dia aparece uma pastor novo com sua mulher em uma cadeira de rodas. A mulher podia muito bem andar, só que ninguém sabia disto. Ela ficara tanto tempo apenas na deira de rodas que a musculatura da suas pernas atrofiara. Mas não perdera os movimentos. Por quê teria feito isto? Descubra abaixo.

Um dia, o pastor reuniu um número de pessoas e fazia seu sermão para aquela gente simples, que ficava maravilhada com sua retórica.
Eis que no ápice de sua fala, ele diz para as pessoas que tivessem fé. A fé resolveria todos os problemas. Vira para sua mulher e diz “tenha fé, e ande!”. A mulher se levanta da cadeira de rodas e dá alguns passos em direção ao marido.

Dentre todos os maravilhados, estavam os pais do garoto do começo do texto.
Eles vão em busca dos conselhos do pastor sobre o problema do filho, e ele lhes diz “tenham fé! Joguem fora os remédios, e tenham fé!”

A família jogou fora os remédios.

O garoto morreu.