Monthly Archives: February 2018

Sony Cyber-shot H2

Está é uma câmera já bem antiga, mas para mim tem um significado especial: foi minha primeira câmera. Infelizmente, a minha quebrou, mas deixará saudades.

Ela não faz imagens em RAW, só em .jpg, e produz imagens com 6 megapixels. Como pode-se ver pelas imagens, a objetiva é fixa. Tem um zoom ótico interessante 12x (36-432mm), dá para tirar umas fotos bem de longe. Sua fonte de energia são duas pilhas AA. Usa um cartão de memória proprietário da Sony (bem caro, por sinal).
Tem um certo delay entre o clique e a foto ser efetivamente tirada. Quando fui fotografar shows (com aquela iluminação característica), tive que aprender a memorizar quando as luzes se alternavam, para fazer o clique segundos antes, esperando a luz mudar para fazer a foto com a iluminação que eu queria. Sim, terrível, mas me ajudou bastante a aprender. Quando peguei uma câmera melhor que ela, ficou bem fácil para mim acertar as fotos no tempo, já que aprendi a lidar com a adversidade.

Para mais informações técnicas, acesse a página no dpreview (em Inglês).

Hoje em dia não vale à pena comprar uma Sony H2.
Mas um dia, para mim, fez toda a diferença.

50 Anos; Luz, Câmera E Ação

Li este livro para a faculdade. É voltado para o cinema, mas os conceitos são os mesmo para fotografia. O que são as luzes, onde colocá-las, etc. O autor se vale de comparações com corpos celestes e sombras na praia para se fazer entender sem ter que traçar desenhos de esquemas e formulas prontas.

 

50 Anos Luz Câmera e Ação – Edgar Moura

Editora Senac

Photoshop vs. Lightroom

Afinal, qual é o melhor?!?!?!?!

Calma, não é bem assim.
Photoshop e Lightroom se completam. Sim, ambos tem recursos para edição de imagens, mas usar um não significa que você não deva também usar o outro. A Adobe não faria um programa que fosse canibalizar o mercado do outro. Inclusive, eles são vendidos juntos no Plano de Fotografia da Creative Cloud.

Já me disseram que “o Lightroom é um Photoshop com recursos voltados para o fotografia“. Este simplificação me deixou com um pé atrás quanto à utilizar este programa. Para que eu precisaria aprender a mexer com o Lightroom, se já sei mexer no Photoshop? Não se deixe levar por uma afirmação destas, vale à pena aprender os dois.

Se você quer organizar seu catálogo, o Lightroom é o seu cara. Não dependa do visualizador de imagens do Windows ou do Mac OS.
Suponhamos que você queira levar seu computador para mostrar ao vivo seu portfólio para seu cliente. Mostrou uma série de fotos, até ai tudo bem. Mas então o cliente pede para você mostrar só as fotos relacionadas à casamento. E depois, dentre as fotos de casamento, as que você considera como sendo as melhores. Você teria que ficar mexendo em pastas, e escolhendo na hora as fotos na frente do cliente, não pega bem. Com o Lightroom, bastaria que você tivesse o hábito de colocar metadados nas suas imagens que tudo estaria resolvido. Seria só clicar na categoria casamento, depois escolher para mostrar as imagens que tivessem apenas mais de 4 estrelas (ou só as de 5).


Além do que, quando você faz edições nas imagens dentro do Lightroom, elas não são destrutivas. Ou seja, não afetam as imagens em si. No Lightroom criam-se os chamados Catálogos, que são arquivos onde ficam guardados os dados relativos às edições nas imagens. Vamos supor que você crie um catálogo chamado Futebol. Importa para lá as imagens que estão em alguma parte do seu disco. Então você edita a claridade, as cores, etc. As edições não ficam salvas nos arquivos (.jpg etc.), e sim no seu catálogo. A vantagem disso é que não ocupa tanto espaço quando ocuparia no Photoshop, no qual você tem que salvar as edições em um arquivo novo (ocupando mais espaço no disco), ou no mesmo arquivo (edição destrutiva, pois grava por cima as informações e você perde as informações anteriores).
Se quiser obter as imagens com as devidas alterações, para publicar, etc., basta exportar. E você não precisa exportar o catálogo inteiro. Se quiser, basta passar pela mesma seleção descrita anteriormente, e exportar só as melhores.

O Photoshop também não há de ser despresado. Ele pode fazer uma penca de coisas que o Lightroom não pode. Ele também é usado em outras áreas além da fotografia, como design gráfico, etc. Inclusive, você pode estar editando uma imagem no Lightroom, e vê que precisa aplicar nela um recurso que só tem no Photoshop. Pode-se escolher abri-la no Photoshop, fazer a edição e depois voltar a editar no Lightroom.

Bem, posso ter puxado um pouco minha sardinha pra o Lightroom, mas meu objetivo aqui é mostrar que ele não deve ser ignorado em virtude da versatilidade do Photoshop.

TLT – Tatiana Feltrin

tatianagfeltrin; acho que o único canal, além do meu, que eu sei a URL de cabeça. E não é à toa. Um dos melhores O melhor canal literário em Português do YouTube. Ávida leitora, Tatiana esplalha através do sua página o seu entusiasmo pelos livros.

O nome do canal, TLT, é abreviatura de “tiny little things”. Só que muita gente não compreendia direito e acabava trocando as palavras (“tiny little lies” o.O ?), e ela acaba usando só a sigla agora. No começo era para tratar também de filmes e outras coisas pequenas, mas o pessoal se interessou de tal forma pelos livros que o canal acabou enviesando para este lado.

Além da óbvia qualidade do conteúdo, algumas coisas que tornam o TLT interessante são suas propostas, como leituras conjuntasvocê escolhecaixa postal, etc.

Dá até vontade de ter um canal literário. Por quê? Pra começar, quem dá uma olhava em meia dúzia de vídeos da Tatiana, percebe que ela recebe muitos livros das parcerias e dos fãs. Ah, eu só me imagino recebendo um monte de livros pelo correio! Mas como não tenho talento, habilidade ou equipamento para gravar vídeos, escrevamos no blog.

Fica a dica para quem gosta de ler e quer encontrar referências. Ative o sininho, ela posta bastante vídeos, e vale à pena receber as atualizações.

Ter fé

Vou contar uma história.

Era uma vez um lugar não tão perto de uma metrópole. Onde o senso comum ainda era ditado por instituições antiquadras, e as pessoas ainda achavam que ajoelhar no milho te fazia uma pessoa melhor.

Uma família tinha um filho com necessidades especiais. Ele não sobreviveria sem os remédios, que o estado pagava para que tivesse.

Eis que um dia aparece uma pastor novo com sua mulher em uma cadeira de rodas. A mulher podia muito bem andar, só que ninguém sabia disto. Ela ficara tanto tempo apenas na deira de rodas que a musculatura da suas pernas atrofiara. Mas não perdera os movimentos. Por quê teria feito isto? Descubra abaixo.

Um dia, o pastor reuniu um número de pessoas e fazia seu sermão para aquela gente simples, que ficava maravilhada com sua retórica.
Eis que no ápice de sua fala, ele diz para as pessoas que tivessem fé. A fé resolveria todos os problemas. Vira para sua mulher e diz “tenha fé, e ande!”. A mulher se levanta da cadeira de rodas e dá alguns passos em direção ao marido.

Dentre todos os maravilhados, estavam os pais do garoto do começo do texto.
Eles vão em busca dos conselhos do pastor sobre o problema do filho, e ele lhes diz “tenham fé! Joguem fora os remédios, e tenham fé!”

A família jogou fora os remédios.

O garoto morreu.